Todo mundo em Goiás conhece a rotina de julho e agosto: garganta arranhando, nariz ressecado, pele repuxando. O que muita gente esquece é que os pets sentem tudo isso também — e, em alguns casos, mais intensamente. Com a umidade do ar caindo abaixo de 30% (às vezes de 20%), cães e gatos em Aparecida de Goiânia e região passam a semana inteira expostos a um ar que resseca pele, mucosas e vias respiratórias.
Como o tempo seco afeta cães e gatos
A pele do pet é a primeira a sofrer. O ar seco reduz a hidratação natural da epiderme, e o resultado aparece rápido: coceira, descamação parecida com caspa, pelagem opaca e, nos casos mais intensos, feridas de tanto o animal se coçar. Raças de pelo curto e pets com dermatite atópica sofrem primeiro.
O focinho, que deve ser naturalmente úmido, resseca e pode rachar. Além do desconforto, um focinho rachado atrapalha o olfato — que é a principal ferramenta do cão para entender o mundo. As patas também sofrem: o solo quente e seco da tarde goiana funciona como uma lixa nos coxins (as "almofadinhas"), que podem rachar e até sangrar.
Por fim, as vias respiratórias. Poeira e fumaça de queimadas, comuns nessa época no Centro-Oeste, irritam nariz e garganta dos pets, provocando espirros, tosse seca e crises em animais que já têm bronquite ou rinite.
Cinco cuidados práticos para a estação
1. Água fresca em vários pontos da casa. Aumente a oferta de água e troque com mais frequência — no calor seco ela evapora e esquenta rápido. Fontes para gatos ajudam muito, porque felinos naturalmente bebem pouca água.
2. Hidratação da pele e dos coxins. Existem hidratantes veterinários específicos para focinho e patas. Nunca use produtos humanos sem orientação: o pet lambe a região, e muitos cosméticos são tóxicos para animais.
3. Passeios nos horários certos. Antes das 9h e depois das 17h. Faça o teste do asfalto: encoste o dorso da mão no chão por sete segundos. Se estiver desconfortável para você, está machucando os coxins do seu cão.
4. Banho na medida certa. Banhos em excesso pioram o ressecamento porque removem a oleosidade natural que protege a pele. No tempo seco, o ideal é espaçar os banhos e usar produtos com pH adequado e ação hidratante — o banho profissional faz diferença justamente porque usa cosméticos formulados para cada tipo de pelagem.
5. Ambiente mais úmido. Toalhas molhadas estendidas, bacias de água pelos cômodos ou umidificador ajudam o pet tanto quanto ajudam você. Mantenha a casa livre de poeira acumulada, especialmente onde o animal dorme.
Quando procurar ajuda profissional
Coceira que não passa, feridas na pele, focinho rachado com sangramento, coxins abertos ou tosse persistente são sinais de que os cuidados caseiros não estão dando conta. Nesses casos, procure um veterinário.
Para a rotina de higiene e hidratação da pelagem durante a seca, o banho e tosa profissional é um aliado: além dos produtos adequados, o profissional examina de perto a pele do animal e percebe alterações que passam despercebidas em casa. Se você está em Aparecida de Goiânia ou região, a equipe do Garras e Bigodes está à disposição para cuidar do seu pet durante toda a estação seca — é só chamar no WhatsApp e agendar.

