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Outubro Rosa Pet: entenda o câncer de mama em cães e gatos e saiba como prevenir

O câncer de mama também pode afetar cães e gatos, especialmente fêmeas. No Outubro Rosa Pet, a Garras e Bigodes explica os sinais, causas e formas de prevenção dessa doença, além da importância da castração precoce e do acompanhamento veterinário. Descubra como identificar sintomas e garantir o bem-estar do seu pet com atitudes simples e responsáveis.

13 de outubro de 2025· 3 min de leitura
Outubro Rosa Pet: entenda o câncer de mama em cães e gatos e saiba como prevenir
cão e gato

Outubro Rosa é a campanha mundial de conscientização sobre o câncer de mama, mas você sabia que ela também pode se aplicar aos nossos pets? Há cada vez mais campanhas "Outubro Rosa Pet" alertando que câncer de mama (tumor mamário) atinge cães e gatos, especialmente fêmeas, e exige vigilância e cuidados particulares.

Neste artigo, vamos entender:

O que é o câncer de mama em pets e quem corre risco

cão e gato anatomia

O câncer de mama em cães e gatos é uma neoplasia que se desenvolve nas glândulas mamárias. Em cães, ele é um dos tumores mais comuns nas fêmeas, muitas vezes maligno. Em gatos, é menos frequente, mas costuma ter comportamento agressivo.

Fatores de risco principais

Hormônios sexuais: exposição prolongada a estrogênios/progesterona (por exemplo, fêmeas não castradas ou uso de anticoncepcionais).

Idade: tumores mamários são mais comuns em pets com idade avançada (em cães, a partir de cerca de 7–8 anos; em gatos, também mais idosos)

Castração tardia: castrar após muitos ciclos hormonais já passados aumenta risco.

Genética e predisposição racial: algumas linhagens têm maior predisposição.

Obesidade e dieta pobre: pode estimular processos inflamatórios que favorecem crescimento tumoral.

Segundo dados de oncologia veterinária, cerca de 85% dos tumores mamários são malignos quando detectados em cães. Isso reforça a importância do diagnóstico precoce.

Como identificar sinais: alerta para o tutor

A melhor arma contra esse tipo de câncer é a vigilância. Alguns sinais que devem despertar atenção:

Nódulos (caroços) nas mamas, palpáveis

Aumento rápido de volume de uma glândula mamária

Úlceras ou feridas nas mamas

Secreção anormal (sangue ou líquido) saindo dos mamilos

Edema ou inchaço em regiões próximas

Perda de peso inexplicada, fraqueza, apetite reduzido

Prevenção: medidas que ajudam a reduzir risco

Castração precoce

Castração em fêmeas antes do primeiro cio pode reduzir significativamente o risco de tumor mamário — algumas fontes sugerem redução de até 90% ou mais.

Evitar anticoncepcionais hormonais em pets

O uso de anticoncepcionais (injeções ou pílulas hormonais) em cães e gatos está associado ao aumento do risco de tumores mamários. Evitar essa prática sem supervisão veterinária é essencial.

Monitoramento frequente e consultas veterinárias regulares

Palpação mensal das mamas

Exames de rotina anuais (ultrassom, exames de sangue)

Visitas regulares ao veterinário de confiança

Tratamento possível: cirurgia, terapia e acompanhamento

Cirurgia: remoção do tumor (mastectomia parcial ou total), dependendo do caso

Exames complementares: para checar metástases (pulmão, linfáticos)

Quimioterapia / radioterapia: em casos avançados ou agressivos

Cuidados de suporte: nutrição, controle de dor, monitoramento contínuo

Quanto mais cedo feito o tratamento, melhor a chance de controle e sobrevida.

Como e quando buscar ajuda

Se você notar qualquer sinal suspeito nas mamas do seu pet, não deixe para depois. Leve à clínica veterinária quanto antes. O diagnóstico precoce costuma oferecer melhores prognósticos.

Na Garras e Bigodes, colaboramos com veterinários parceiros para orientar tutores, fazer encaminhamentos e conscientização local. Oferecemos conteúdo educativo no nosso blog e convidamos você a agendar uma consulta e avaliação preventiva para seu pet.

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