Outubro Rosa é a campanha mundial de conscientização sobre o câncer de mama, mas você sabia que ela também pode se aplicar aos nossos pets? Há cada vez mais campanhas "Outubro Rosa Pet" alertando que câncer de mama (tumor mamário) atinge cães e gatos, especialmente fêmeas, e exige vigilância e cuidados particulares.
Neste artigo, vamos entender:
O que é o câncer de mama em pets e quem corre risco
O câncer de mama em cães e gatos é uma neoplasia que se desenvolve nas glândulas mamárias. Em cães, ele é um dos tumores mais comuns nas fêmeas, muitas vezes maligno. Em gatos, é menos frequente, mas costuma ter comportamento agressivo.
Fatores de risco principais
Hormônios sexuais: exposição prolongada a estrogênios/progesterona (por exemplo, fêmeas não castradas ou uso de anticoncepcionais).
Idade: tumores mamários são mais comuns em pets com idade avançada (em cães, a partir de cerca de 7–8 anos; em gatos, também mais idosos)
Castração tardia: castrar após muitos ciclos hormonais já passados aumenta risco.
Genética e predisposição racial: algumas linhagens têm maior predisposição.
Obesidade e dieta pobre: pode estimular processos inflamatórios que favorecem crescimento tumoral.
Segundo dados de oncologia veterinária, cerca de 85% dos tumores mamários são malignos quando detectados em cães. Isso reforça a importância do diagnóstico precoce.
Como identificar sinais: alerta para o tutor
A melhor arma contra esse tipo de câncer é a vigilância. Alguns sinais que devem despertar atenção:
Nódulos (caroços) nas mamas, palpáveis
Aumento rápido de volume de uma glândula mamária
Úlceras ou feridas nas mamas
Secreção anormal (sangue ou líquido) saindo dos mamilos
Edema ou inchaço em regiões próximas
Perda de peso inexplicada, fraqueza, apetite reduzido
Prevenção: medidas que ajudam a reduzir risco
Castração precoce
Castração em fêmeas antes do primeiro cio pode reduzir significativamente o risco de tumor mamário — algumas fontes sugerem redução de até 90% ou mais.
Evitar anticoncepcionais hormonais em pets
O uso de anticoncepcionais (injeções ou pílulas hormonais) em cães e gatos está associado ao aumento do risco de tumores mamários. Evitar essa prática sem supervisão veterinária é essencial.
Monitoramento frequente e consultas veterinárias regulares
Palpação mensal das mamas
Exames de rotina anuais (ultrassom, exames de sangue)
Visitas regulares ao veterinário de confiança
Tratamento possível: cirurgia, terapia e acompanhamento
Cirurgia: remoção do tumor (mastectomia parcial ou total), dependendo do caso
Exames complementares: para checar metástases (pulmão, linfáticos)
Quimioterapia / radioterapia: em casos avançados ou agressivos
Cuidados de suporte: nutrição, controle de dor, monitoramento contínuo
Quanto mais cedo feito o tratamento, melhor a chance de controle e sobrevida.
Como e quando buscar ajuda
Se você notar qualquer sinal suspeito nas mamas do seu pet, não deixe para depois. Leve à clínica veterinária quanto antes. O diagnóstico precoce costuma oferecer melhores prognósticos.
Na Garras e Bigodes, colaboramos com veterinários parceiros para orientar tutores, fazer encaminhamentos e conscientização local. Oferecemos conteúdo educativo no nosso blog e convidamos você a agendar uma consulta e avaliação preventiva para seu pet.

